Tio Tim

maio 15th, 2012

“Se você soubesse a falta que me faz…

Se soubesse, voltaria…

E não morreria nunca mais.”

Meu tio-pai-amigo… tudo que eu queria era te dar o abraço mais forte do mundo, rir dos seus 60 anos e te chamar de velhinho… como fiz com meu pai.

Mas só o que posso e estou fazendo de todo coração é desejar que você seja hoje o cara mais feliz do mundo, e que não demore tanto para eu poder matar a GRANDE saudade que sinto de você.

Feliz Aniversário, Tio Tim. I love you.

Dia das mães

maio 14th, 2012

Ela é a dona de tudo

Ela é a rainha do lar

Ela vale mais para mim

Que o céu, que a terra, que o mar

Ela é a palavra mais linda

Que um dia o poeta escreveu

Ela é o tesouro que o pobre

Das mãos do Senhor recebeu

Mamãe, mamãe, mamãe

Tu és a razão dos meus dias

Tu és feita de amor e de esperança

Ai, ai, ai, mamãe

Eu cresci, o caminho perdi

Volto a ti e me sinto criança

Mamãe, mamãe, mamãe

Eu te lembro o chinelo na mão

O avental todo sujo de ovo

Se eu pudesse

Eu queria, outra vez, mamãe

Começar tudo, tudo de novo

 

Ontem a saudade foi bem maior que nos outros dias. Dia da minha e de todas as mães do mundo.

Por ironia do destino, a última vez que vi, ouvi, abracei e beijei a minha mãe foi no dia 13 de maio de 2001… dia das mães.

Mais uma vez, fecho os olhos e consigo ouvir a voz da Dona Marieta cantando essa música. Aprendi com ela… como tantas outras que já contei aqui.

A minha mãe mal conheceu a mãe dela, minha xará não por acaso, Dona Célia. Ela dizia ter muito poucas lembranças da convivência com a mulher que, como ela dizia, era a mais linda do mundo. Ela dizia se lembrar de risadas e brincadeiras… e mostrava nos olhos o orgulho da lembrança da mãe, que ela nos ensinou a amar e admirar também.

Então, a Dona Marieta não teve um exemplo de como ser mãe. Ela não aprendeu a ser a melhor mãe do mundo… mas foi. Sem exemplo e sem professora, a minha mãe soube ser tudo que nós precisamos e quisemos até a hora de podermos continuar sozinhas… e ter exemplos de sobra para seguir.

Eu “quase” fui mãe esse ano… ainda estou doída pelo sentimento de perda que não sei se um dia vai me abandonar. Talvez eu ainda tenha a alegria e o privilégio de ter um filho… e tudo que eu peço a Deus é que eu possa e saiba seguir o exemplo da minha mamy. Diferente dela, eu tive o exemplo, a professora, a companheira, a amiga, o porto seguro.

A saudade fica por aqui até “aquele” dia em que vou abraçar a Dona Marieta de novo. Por enquanto, desejo do fundo do coração que ela tenha tido um dia das mães com toda a paz e a luz que ela merece… que o grande amor que eu tenho pela minha mãe tenha levado isso até ela.

Vou buscar outro mar

abril 27th, 2012

Tenho vários desafios na minha vida hoje… mas o maior deles, o mais importante e o essencial para vencer os outros é cuidar de mim mesma.

Não que eu não tenha quem faça… não passo um dia sem receber um “oi” de um dos meus Anjos perguntando se eu preciso, do que eu preciso, o que eu quero e… “Estou aqui… não quer vir me ver?”.

Mas para conseguir me cuidar preciso antes olhar para mim mesma e aprender a fazer as coisas “direito”. No que eu entendo, só tem uma coisa que eu sei fazer direito: amar as pessoinhas que entram e ficam no meu coração… e são muitas, mas não inclui a Celia. E eu amo, amo, amo e tenho certeza que isso não muda… a não ser que eu tenha “inventado” alguém, e aí… deixo de amar um dia, mas me acabo de saudade de quem não existe. Cada louco com a sua mania…

Então a primeira coisa que eu quero dizer hoje é para as pessoas que vivem “espremidas” no meu coração… porque vamos combinar que um coração dentro de 1,53 m e 50 quilos não tem tanto espaço assim… mas a física nessa hora fica “na poeira”… perto do poder que o amor tem de esticar espaços.

Se estou sumida de presença e até de palavras por esses dias, me desculpem. Mesmo, me desculpem, porque não tem nada a ver com o amor imenso que tenho por vocês. Juro que não estou sumida de pensamentos e orações para cada um… mas não estou conseguindo me achar… assim não consigo me mostrar para vocês… e tenho sérios problemas em ser menos que eu acho que vocês merecem. Cada louco com a sua mania, de novo.

Preciso me ver, ter algumas conversas difíceis e engraçadas comigo mesma, para depois olhar para fora. Na verdade, acho que todo mundo precisa disso num momento da vida… eu adiei o meu até aqui, e não dá mais. It´s now or never.

Eu sei que vocês me perdoam… que reclamam, falam um  monte, mas perdoam. E se não perdoarem, tudo bem… só tentem entender e não esqueçam que eu amo vocês.

A duras penas, estou descobrindo que eu preciso cuidar de mim antes de qualquer coisa, e preciso começar por “aquela” faxina. Preciso de um banho igual ao que minha mãe me deu quando voltei um dia para casa depois de duas horas perdida no meio do mato… tinha tantos espinhos grudados no meu cabelo, que ela dizia que o único jeito era cortar tudo… e enquanto a Fernanda se matava de rir, eu chorava e implorava para ela me livrar dos espinhos e manter meu cabelo… que a essa altura nem se via mais… minha mãe dava banho num porco espinho e tentava se manter séria… mãe é mãe. A tarefa era impossível, mas a Dona Marieta… demorava um pouco, mas fazia milagres, como ela dizia. E fez.

Hoje a tarefa é minha… euzinha e Deus. Demore quanto demorar, quem vai fazer o  milagre sou eu, com a ajuda e permissão Dele. Preciso achar a saída “do mato”, e depois de me livrar dos espinhos, ir embora… mas sem entrar no mesmo barco. Preciso abandonar esse barco que me trouxe até aqui mas já está apodrecido, e esquecer o “mato” que encheu minha cabeça e meu coração de espinhos. Eu sei que é a única saída para não ir embora dessa vida, quando chegar a hora, cheia de malas pesadas e cansada como estou hoje. Não vale a pena, tenho certeza.  Quero ir de missão cumprida, sem nenhum espinho, feliz e disposta… para encher de beijos e abraços quem hoje me mata de saudades… e eu sei que vou encontrar.

Lá nos meus 7 anos, com o Padre Paulo, aprendi uma música que ainda me emociona quando escuto na igreja. A música se chama “A Barca” e o refrão são as instruções para a minha missão de agora em diante:

“Senhor, Tu me olhaste nos olhos

A sorrir, pronunciaste meu nome

Lá na praia eu larguei o meu barco

Junto a Ti, buscarei outro mar.”

 

Minha Brida Querida

abril 24th, 2012

 

 

Desde que criei o Blog da Coisa de Moça e comecei a escrever quase tudo que me vem na cabeça, penso em contar para vocês quem é  a minha Brida querida.

Depois de quando eu era “criança pequena lá em Piraju”, na casa da minha mamy, onde haviam vários cachorros e nem todos “tão” amados por mim, nunca me imaginei sendo mãe de uma Brida, ou de qualquer “pessoinha” de quatro patas. Antes de “não querer”… a ideia nem sequer passava pela minha cabeça.

Até que minha mamy morreu… e eu entrei numa solidão sem fim. Meu porto seguro simplesmente “sumiu do mundo sem me avisar” e lá fiquei eu. Perdida era pouco… sem chão, nem teto, nem paredes, nem “barranco” para me encostar.

A Brida nasceu no dia 14 de julho do mesmo ano e uma tal de Roberta me levou até a casa do Ivandro, seu então namorado, hoje marido, para escolher o meu presente… com a promessa de que a minha grande solidão estaria aliviada a partir do momento em que eu “encarasse o desafio”.

Sem pensar muito, eu deixei a Brida “me escolher”… e 45 dias depois estavam Ro e Ivandro adentrando o meu apartamento com uma bolinha branca de pelo na mão… o presente da minha vida. No dia 31 de agosto de 2001 a Brida entrou na minha casa, no meu apartamento, no meu coração  e na minha vida para sempre, ou, como costumo dizer, até o fim da vida de uma de nós duas. Aliás, além disso, pois acredito que as lembranças vão ficar, essas sim para sempre, de tudo que eu aprendi com a minha Bridoca.

Hoje são quase onze anos de puro companheirismo… e amor incondicional. A Brida é rabujenta e azeda quando acha que está sendo invadida, “igual que nem que eu”, mas quando olha para mim, só me mostra amor… amizade… carinho… e tem escrito na testa a frase “estou aqui para o que der e vier”, mesmo quando se eu bobear levo uma mordida.

E está mesmo. Já corremos juntas pelo apartamento morrendo de rir várias vezes, já rolamos na cama e brigamos feio por causa de uma bolinha… já brigamos mais feio ainda por causa de xixi fora do lugar… e essa mocinha já aguentou coisas comigo que só “gente grande”… que ela é. Ela é gente enorme, máxima, única e insubstituível no meu coração.

A Brida foi embora para a Alemanha comigo… ficou doente comigo lá… morremos de frio e de tristeza juntas e assistimos admiradas como as pessoas podem simplesmente não entender o amor… e isso existe de verdade. Eu posso contar com palavras, e ela com os olhos.

Ouvi dizer por lá que o amor pela minha “hündin” era insano, já que não fui capaz de abandonar a minha pequena por ela não entender o que estava fazendo numa casa tão fria e sem respeito pela vida… e tentou me perguntar de todas as formas…

Até eu enxergar, não sem a dor do mundo, que eu não podia amar quem não entende o amor… só porque amor não se entende, se sente… e não se sente por quem a gente escolhe, mas por quem Deus coloca no nosso caminho… tenha esse “quem” duas patas, quatro, pelos brancos, pele clara, olhos verdes, beleza admirável ou feiúra incontestável… a gente ama porque ama, simples assim para mim, graças a Deus… e complicado demais para algumas pessoas, infelizmente. E voltamos para o nosso Brasil, em pedaços mas juntas… um exemplo do “tamanho” da pessoinha de quatro patas que eu chamo de minha Bridoca.

E não acabou… tivemos que ficar meses separadas por duas vezes…  e quase morremos de saudades. Mas como tudo no final dá certo, estivemos e estamos juntas de novo, como sempre vai acontecer… porque o amor é assim. O amor verdadeiro se reconhece dessa forma.

A Brida não é tudo na minha vida… mas ela é alguém sem quem eu não posso viver. Eu sei que talvez isso tenha que acontecer um dia, mas aprendemos juntas o que é ser forte e vou me lembrar disso nessa hora.

Todo dia quando chego em casa e olho para os olhos da minha Brida, se achando o máximo de “maria-chiquinha” rosa, eu relembro que Deus existe, e reacredito que ningúém está sozinho nesse mundo. Agradeço a Ele por ter mais esse anjinho na minha vida, que me mostra tudo que eu preciso ver em matéria  de amor, depois vamos brincar de jogar a bolinha, e sou feliz mesmo com todos os problemas do mundo na minha cabeça… porque todas as lambidas que eu ganho, e que, falando da Brida não são poucas, limpam meu coração de qualquer “besteira”.

Como é bom falar de amor, resolvi mostrar hoje aqui no Coisa de Moça um pedacinho da minha pequenina, que está em casa me esperando, como todos os dias, para mostrar como essa vida vale a pena. A Brida é uma das formas de Deus me ensinar algumas coisas sem as quais não se pode viver. Entender o que se passa na cabeça das pessoas é quase impossível, mas entender o que diz os olhos da minha Brida é o remédio mais eficaz que existe para as “linhas tortas” que tenho que ler por aí.

 

Um Moço que mora no meu coração

abril 16th, 2012

Estou em fase de faxina de coração e de vida. Não pretendo deixar nenhuma poeirinha em lugar nenhum.

Tudo que me faz mal estou limpando e organizando ou varrendo e expulsando da casinha de Deus que existe no meu coração, como a Dona Marieta ensinou naquele dia. Mas só mando embora o que faz mal, que fique claro. O que faz bem quero aqui bem guardadinho. Disso tudo cuido com o maior amor e deixo brilhando… para depois procurar o melhor lugar na melhor prateleira e guardar para sempre, sejá lá qual for o tempo que isso dure.

Limpar e guardar o que tem que ser guardado não é muito simples. Precisa de algum tempo e muita coragem. Precisa da certeza de que algumas coisas não vão embora nunca, então não precisamos segurar com tanta força… isso só faz feridas e perda de tempo, além da cegueira para o que mais precisa ser visto.

:-)         :-)

A minha limpeza foi interrompida hoje por um telefonema… de alguém que depois de quase quatorze anos ainda faz meu coração disparar e me inspira a mesma pergunta: como dois olhos podem ser tão… azuis? Mas não são só azuis de lindos… são azuis de paz e de me fazer feliz. Como pode eu não sei, mas acontece.

Me aproveitei do que realmente eu precisava, que era por ordem nos meus sentimentos, para contar uma verdade e uma mentirinha branca… e pedi dez minutos de olhos naqueles olhos azuis para uma despedida: de sonhos, de sentimentos mal definidos e de espera por “um dia quem sabe te ver de novo”. E fui atendida… depois de uma certa insistência e alguns pedidos de ajuda para meu anjo-parceiro-cúmplice.

A verdade é que não existe nada melhor que uma conversa sincera para organizar sentimentos… colocar no lugar o que precisa ser mantido e deixar ir o resto. A conversa aconteceu, olhos hipnotizados e coração aberto… sem nenhum tipo para fazer, nem vontade de seduzir ou conquistar… só uma necessidade enorme de guardar cada palavra, cada movimento, cada sorriso. E ficou tudo no lugar… com nadinha para deixar ir embora, como eu já sabia. E o mais importante: desejo de ver cada vez mais feliz quem estava diante dos meus olhos. 

A mentira branca foi a despedida. Não vou me despedir agora de um sentimento que nasceu do nada e da falta de lógica, como ouvi dizer, e que resistiu por tantos anos só porque agora cresci e sou madura. Aliás, mentira preta agora… eu, madura, só na hipótese e no tempo, porque no resto… perdi as esperanças.

E voltando para a mentira da despedida… desse moço não me despeço. Nem no dia do nosso encontro marcado, lá onde tiver que ser… quando vou provar que sou louca sim, mas digo a verdade, e sei o que sinto.

:-)      :-)

Moço, pode me odiar, mas inventei “mais essa” despedida para te dar um abraço apertado… te olhar bem de pertinho e sentir seu cheiro… e como nada é perfeito te ouvir dizer que sou maluca e sem lógica, e que uma terapia seria uma boa idéia. Nem ligo.

Se o amor tivesse lógica ninguém precisaria fazer faxina na casinha do coração. E acho até que seria bem chato, porque nunca vi lógica provocar frio na barriga e vontade de simplesmente olhar alguém. Nunca vi lógica fazer o coração desejar, para alguém que a gente quer ver todo dia, uma vida feliz em qualquer lugar do mundo e de qualquer jeito, só porque o Mané tem os olhos mais lindos que os olhos mais lindos que alguém já viu. Super lógico isso, inclusive o seu Freud deve explicar.

E enquanto você conversa com ele, com licença, vou voltar para minha faxina. Tenho coisas importantes para organizar na minha prateleira especial: olhar, toque, cheiro, abraço, sorriso. Tudo isso  fica, talvez além do que fica o meu coração… até o dia daquele nosso encontro: te mostro cada coisa sem nenhum arranhão.

E mais uma coisa…

Até o dia daquele ou de qualquer outro encontro que Deus, o amor ou a lógica quiserem que aconteça nas nossas vidas, quero que Ele cuide de você com muito amor e que te ajude a realizar tudo que você merece. Eu sempre digo a Ele do bem que me faz saber que você existe e termos passados juntos algum tempo nessa vida. Pouco tempo, na minha opinião, mas com a importância que eu não sei medir.

Seja MUITO feliz em tudo e qualquer coisa que esteja nos seus planos. Desejo do coração. :-)

Páscoa

abril 7th, 2012

Véspera de Páscoa, e eu estou aqui, no meu retiro espiritual.

(Dessa vez de verdade, Le).

:-)

Com vontade de vomitar o que eu comi, o que eu não comi, o que eu pensei e o que eu nem sonhei comer.  

E não só isso… vontade de vomitar tudo que me faz mal, que me deixa triste e cansada… vontade de expulsar do meu coração tudo o que definitivamente eu não entendo… e não quero na minha vida.

O meu sábio (???) e velho  amigo Daniel me disse essa semana que existem coisas que não se deve tentar entender, só aceitar. Eu acho que isso é verdade e faz a vida bem mais fácil… mas quem disse que eu sei “viver fácil”? Ainda não descobri se sou eu mesma que não faço nada certo, ou se está todo mundo maluco e só eu sou normal… corrigindo… eu, Vera e Lídia… ou se, caso eu tenha tido outra encarnação, fui no mínimo o Jack… do picadinho.

:-(

Porque vamos combinar … está bem difícil. Demais para mim. Tenho até medo de dizer isso, mas não deve ter perrengue maior que esse. Dizem que nada é tão ruim que não possa piorar, mas nesse caso, me nego a acreditar nisso… ou fui alguém bem pior que o Jack.

Mas com toda essa movimentação e comemoração de Páscoa que a gente vê por aí, graças a Deus, além dos ovos de chocolate, contra os quais não tenho nada, muito pelo contrário… hoje de manhã parei para conversar com Deus e pensei muito em tudo que anda passando pela minha vida e pela minha cabeça…

E continuo não entendendo nada, mas me veio uma certeza muito grande no coração de que não preciso entender… porque Ele entende. Ele sabe o “para que” de tudo isso, como diz o meu sábio (!!!!) e velho amigo Walter… e eu só preciso confiar nisso, enquanto a minha visão ainda não chega onde deveria, por causa da “grande ignorância” em que vivemos mergulhados… e atolados até o pescoço.

E mesmo “imunda” de ignorância, falando, pensando e fazendo um monte de besteiras, eu tenho certeza de que Ele me ama… e que está ouvindo todas as conversas de “bêbada” de dor que tenho tido com Ele.  E na hora certa, as coisas vão tomar o rumo que Ele quer… porque não estou aqui para fazer nada diferente disso. Talvez por isso esteja agora, mais uma vez, no fundo do poço… por tentar fazer diferente do que Ele espera.

E agora, com essa certeza no coração, quero falar da Páscoa…

… quando depois de dias muito tristes, talvez os mais tristes que a nossa história já viveu, Jesus nos mostrou  que a ressurreição existe… e só existe pelo amor.

E a partir daí podemos acreditar que tudo pode ser reescrito e recomeçado desde que se tenha a fé e o amor que Ele veio nos ensinar com seu exemplo, e sem os quais não vale a pena viver.

Talvez, para que haja Páscoa na vida da gente, seja necessário viver dias muito tristes, porque infelizmente a  “grande ignorância” nos faz aprender, na maioria das vezes, pela dor. E além da dor, é preciso ter coragem para perdoar a nós mesmos e aos outros. Mas o que finalmente  acontece no nosso coração, depois de TUDO isso, é muito melhor que o melhor ovo de chocolate do mundo… sem sombra de dúvidas.

Então, o que espero para todos os que moram no meu coração, e os que eu nem conheço mas estão lendo as Histórias da Coisa de Moça, é que, além da reunião em família, do sol, do churrasco, do bacalhau, dos abraços, dos sorrisos e dos tão importantes ovos de chocolate, exista a Páscoa em cada coração… com o renascimento de tudo que vai trazer a paz e a alegria para cada vida… mas principalmente do entendimento de que sem AMOR e FÉ não vale a pena. Mesmo.

Recado para vocês…

março 1st, 2012

Pessoas,

Simplesmente eu não dou conta de ver todos os comentários que vocês deixam no blog… acabo tendo que “limpar a área” sem ler um monte de coisas.

Então, a partir de agora, não “deixo” mais vocês fazerem comentários… mil perdões. :-(

Quem quiser falar com a minha pessoinha, por favor, mande um e-mail… celia@coisademoca.com.br

Todos serão muito bem vindos, e dessa forma, lidos com certeza. :-)

O que eu sei que é bom e o que eu acho que é ruim

janeiro 5th, 2012

Noite de recaída… assustadora!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Passei a noite revivendo algumas cenas “de terror” que no fundo eu sei que foram MUITO importantes para o aqui e agora. 

Hoje de manhã não consegui enxergar… acho que ainda não agora… mas logo vou ver o brilho de missão cumprida de novo, como eu sei que Deus quer. Na verdade, acho que no fim do que eu tenho a dizer nesse post, isso já vai ter acontecido.

Minha mamy indo embora, depois o tio Tim, despedida de quem eu queria estar perto para sempre, despedida de novo e de novo, depressão, hospital, cara inchada de alergia a mim mesma…

Despedida da minha vida em São Paulo e no Brasil, com festa no aeroporto de Cumbica e muita saudade adiantada dos “meus tantos anjos”, depois o dia inteiro de lágrimas no aeroporto de Frankfurt, sem festa e com a visão de olhos vazios de resposta e de tudo de uma hora para outra… último abraço no ex-príncipe-agora-sapo, mas perdoado…

Busca e encontro, graças a Deus e aos “meus tantos anjos”, de coragem para encarar o mundo de novo… trabalho, trabalho, trabalho…

E era uma vez, mas não para sempre, como eu pensava, um casamento… minha primeira noite de casada… mudança para a casa dos meus sonhos… trabalho, medo, angústia, insegurança, medo, medo, medo, depressão, cara inchada de alergia a mim mesma…

E separação de novo… dessa vez sem despedida… solidão, medo, angústia, culpa, decepção, medo, angústia, culpa, decepção, depressão, e trabalho, trabalho, trabalho…

Tristeza, medo, abandono, busca de mim mesma e do meu lugar no mundo, medo, angústia, decepção, mais trabalho…

 

TUDO isso das 11 horas da noite de ontem até as 11 horas da manhã de hoje… sem descanso. Não vi nem anotei a placa do caminhão, mas sei que ele era grande… talvez um “treminhão”… que eu tanto perguntei para o meu pai o que era.

Quando achei coragem para ficar de pé e encarar que é preciso ir em frente, dei de cara com o meu “apezinho” querido… minha Brida querida… minhas coisas que ainda não tem um lugar certo nem são ainda tudo que eu quero, mas já são tudo que eu preciso. Encontrei os primeiros motivos…

Tomei meu banho, café “de final de semana”, levei a minha Brida para passear, e com olhos sempre molhados, mas bem abertos, vi muitos outros motivos:

Mensagem do meu Favorito… que tem feito a minha vida mais feliz desde que resolveu encarar a chata-fria-boba que eu fui na primeira vez… graças a Deus.

Mensagem da futura mamãe mais linda do Brasil, que é amiga para qualquer coisa sem mesmo precisar dizer… porque tem olhos de sinceridade…

Encomenda do Tio Favorito para a minha Brida querida, com o nome na caixa e tudo… a primeira da vidinha dela… com a prova de  que quem beija meus filhos adoça minha boca…

Minha parede MARAVILHOSA de ladrilho hidráulico inspirada e “ditada” por uma das minhas quatro queridas Internacionais… 

Encontro “do nada” com quem mora no meu coração há muitos anos… o “moço” que já deve ter esquecido disso, mas inspirou a música “Close to you”:

“That´s why all the girls in town follow you all around… just like me they want to be close to you”…

Mensagem “do nada” de quem mora no meu coração também há muito tempo, perguntando “se eu tenho kool”… (*)

(*) Vou ser obrigada a contar essa história num post.

Ligação do meu chefe-amigo-anjo-show-de-bola, perguntando como vai o Paraguai… que ninguém devia merecer… mas eu sim, graças a Deus e a outro “moço” querido que anda sumido mas mora no meu coração…

A foto no meu celular das três pessoinhas que eu mais amo nesse mundo, depois da “pessoona” que as fez e deu de presente para uma tia babona…  

As minhas ferramentas de fazer Coisa de Moça em cima da mesa, esperando eu ter um tempinho para elas… e a certeza de que sei o que fazer quando chegar esse tempinho…

 Beijo jogado da minha amiga-madrinha-também-anja assim que eu pisei na empresa…

O meu cantinho de ser gerente de projetos… que é meu porto seguro… e que eu amo de paixão apesar da “Dúvida de Moça” que insiste em rondar minha cabeça, apesar de eu já estar velhinha…

… e o meu Blog emprestado da Coisa de Moça… que me permite dividir, com quem “possa se interessar”, a descoberta de  que tudo que se vive é um presente… e cada coisa tem a sua razão de acontecer, apesar da nossa GRANDE ignorância, inclusive de achar que estamos sozinhos.

De olhos AINDA molhados… não sei até quando…  precisei estar aqui para agradecer a Deus e à vida por tudo que eu tenho de bom…  e também pelo que eu acho que é ruim. A grande ignorância…

 

 

Ouvir estrelas

janeiro 3rd, 2012

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

                                                           Olavo Bilac

Eu ouço e entendo estrelas… graças a Deus.

Mesmo quando não quero… porque nem tudo são flores nessa vida de gente normal, que ama do fundo do coração e não “da boca pra fora”.

Gente normal e tresloucada, que ouve estrelas, não escapa dos momentos de achar que a vida é feia… e que não vale a pena.

Mas eles passam, assim que as lições são aprendidas. Para gente normal, tresloucada e canceriana, demora MUITO… e esses momentos vão, voltam, ficam MAIS um pouco… mas acabam passando, e a gente aprendendo também.

Ser gente normal e tresloucada é o que faz essa vida valer toda a pena que ela sempre traz nas “linhas tortas” sobre as quais Deus escreve… eu tenho toda a certeza disso. E tenho mais certeza ainda de que só gente normal e  tresloucada encena “com louvor” a história escrita nessas linhas, mesmo que a gente as tenha entortado “com louvor” também. E sabemos fazer isso, vamos combinar?

 

Mais uma vez, lembranças da minha querida mamy… que recitou essa poesia muitas vezes durante o tempo em que pudemos estar juntas, graças, graças, graças a Deus.

E muito mais importante do que me ensinar a gostar dessa poesia, ela ensinou a mim e à minha Fefona querida a ter ouvidos capazes de ouvir e entender estrelas.

2012 Feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

dezembro 31st, 2011

“Adeus Ano Velho, feliz Ano Novo… que tudo se realize no ano que vai nascer:

Muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.”

E amor… muito amor… 

Também porque sou brasileira, mas principalmente porque estou aprendendo,  graças a Deus, todas as lições dessa minha vida PRECIOSA, não desisto mesmo… nunca… de guardar todo o amor que eu puder no meu coração.

E vale a pena… sem amor não estaria aqui agora, cantando essa musiquinha  tão querida e olhando para a estrada 2012 com tanta fé e vontade de correr o mais e melhor que eu puder para recuperar o que deixei de fazer durante o percurso que ficou para trás.

E a fé e o amor vem também de olhar para o ano que passou… assustei TODOS os monstros, graças a Deus… Quem me trouxe até 2012 apesar da minha falta de vontade muitas vezes de sequer abrir os olhos. Só posso concluir que tenho muito a agradecer… muito mais que a pedir para 2012…

… que venham os próximos monstros… se tiverem coragem… junto com as risadas que quero dar, com as pessoas que eu quero ter por perto, com as viagens que eu quero fazer, e com tudo que eu vou conquistar…

Estou pronta. :-)

… e desejo a todos os meus amigos e da Coisa de Moça que o novo ano seja cheio de tudo que se quer… e por minha conta, com todo o amor possível de se sentir… porque nunca é demais, “é barato e só faz bem… faz crescer” (*).

(*) Guilherme Arantes.