Era mais uma vez um anjo…

sábado, janeiro 25th, 2014

Por eu andar conversando tanto com anjos, eles me lembraram de uma história “bem boa” para contar para vocês.

Me desculpem o “que” de tristeza… mas só sei que foi assim:

Estávamos eu e a Fe esperando o horário de visitas à UTI do hospital onde estava a nossa querida mamy. Cheias de medo, esperança, saudade e amor… esse maior que tudo.

Ao nosso lado tinha uma senhora gorda, com “cara de mãe”… olhos mais ternos e sorriso mais sincero que eu já vi.

“Vão visitar quem?”

“Nossa mãe… e a Senhora?”

“Minha tia.”

Quase só isso. Começaram a chamar os nomes dos visitantes e levantamos as três. Antes de entrar ela finalizou a conversa.

“Sua mãe vai ficar bem. Confiem. Deus vai cuidar de vocês três.”

Entramos para a visita que, não sabíamos, seria a última.

Não preciso contar o quanto triste foram os quarenta minutos seguintes.

Mais ou menos duas horas após finalizado o horário de visitas, só estávamos eu e a Fe ainda ali esperando o laudo médico, sem coragem para entender a razão da demora, quando alguém veio nos contar que a nossa mamy tinha ido embora. Sabíamos, com o Reynaldo, como ela dizia.

Saímos as duas sem rumo de dentro do hospital, ligamos para a tia Nenê para pedir socorro e sentamos nas primeiras duas cadeiras juntas que achamos. Sem falar, sem chorar, quase sem conseguir respirar.

Dois minutos se passaram e apareceu não sei de onde aquela senhora de antes da visita. Olhos mais ternos ainda, mas sem sorriso dessa vez.

“Como está a sua mãe?”

“Ela morreu.”

A mulher abraçou as duas ao mesmo tempo e repetiu…

“Fiquem em paz. Ela está bem. Deus está cuidando de vocês.”

E foi embora.

A dor que estávamos sentindo continuou do mesmo tamanho… mas a falta do abraço, do colo e do conforto ficou aliviada até a Tia Nenê chegar.

Como eu ouso acreditar em anjos, e vocês já sabem, não tenho dúvidas sobre o que acabei de contar.

Quem estava lá não era um dos anjos de cachinhos dourados e olhos azuis que Dau e Marieta “encomendavam” todas as noites para cuidar do nosso sono… mas os olhos e o abraço… impossíveis de confundir.

Feliz 2014!!!!!

segunda-feira, janeiro 6th, 2014

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Que a gente saiba aproveitar com muito AMOR todas essas oportunidades, e agradecer a Deus os dois presentes… 2013, que está indo embora, e 2014, que está chegando com TUDO de BOM.

 

Feliz 2014 pessoas que moram no meu coração. Que seja lá como for estejamos juntos por mais um, dois, três… todos os anos que Deus nos permitir.

Feliz Natal

sexta-feira, dezembro 20th, 2013

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… e que o amor e a paz que o ilustre Aniversariante veio nos trazer seja o motivo da nossa celebração.

Que o nosso coração esteja sempre cheio desse amor… por Jesus, por nós mesmos, pelo outro, por esse mundo e pela vida que ganhamos de presente.

Feliz Natal, pessoas do meu coração. Paz, amor e tudo de bom para todos nós.

Simples assim.

Bonito é ser bom…

sábado, outubro 19th, 2013

Estava andando na Avenida Paulista agora e vinha um mendigo ao meu lado.

De repente, um carro simplesmente para o trânsito e o motorista buzina, buzina, buzina.

A menina que estava ao lado dele põe algumas roupas dobradas para fora da janela e grita para o mendigo: “Moço!!! Quer???”.

O mendigo corre para o carro e ela ainda tem o cuidado: “Moço… cuidado com a rua…”.

O homem pegou a roupa e saiu sorrindo, como se estivesse carregando um pote de ouro.

E eu não sabia se sorria ou se chorava… vontade de abraçar a “moça” que mostrou para a Avenida Paulista em pleno sábado à tarde o quanto é bonito ser bom.

O meu Brasil

terça-feira, junho 18th, 2013

Eu quase nunca escrevo sobre coisas tão “práticas” aqui, mas hoje PRECISO falar das manifestações que estão acontecendo no Brasil.

Violência é horrível. Vandalismo, briga, destruição do que também é nosso, desrespeito às pessoas… tudo isso é feio e triste. Eu repudio e lamento muito.

Agora… ver as ruas da minha querida São Paulo e de outras cidades tomadas de gente do bem, lutando por uma causa justa e mobilizando cada vez mais gente do bem e para o bem é uma das coisas mais bonitas que eu já tive o privilégio de assistir.

Ainda tenho muita coisa para ver e aprender, eu espero… mas do pouco que eu já vi do mundo e do que acho que sei de pessoas e da vida, posso dizer sem medo de errar:

Esse país, o nosso Brasil, é digno de encher qualquer coração de orgulho. E esse povo, que está na rua com flores nas mãos e cara pintada são quem merece e faz valer todo esse orgulho.

Não acho que Deus seja brasileiro, porque Ele é de todos… mas que Ele está cheio de amor e cuidado com cada um que está na rua pelo bem não tenho a menor dúvida.

Meu coração não sabe se é mais orgulho ou emoção. Amo MUITO tudo isso. 🙂

Santo Antônio

quinta-feira, junho 13th, 2013

“Pedi a Santo Antônio um grande amor, mas ele deve estar mesmo atribulado. Não sei se é porque está de ponta-cabeça e amarrado, ou ouve as orações com pressa e entende tudo errado. Ou será que de santo não tem nada? Deu-me amor inesgotável, que nem cabe em meu coração. Só esqueceu, esse santo atrapalhado, de me mandar o homem a ser amado.”

                                                 Carolina Filipak para o Livro da Tribo

Dia “especial”

terça-feira, maio 14th, 2013

Como graças a Deus, tenho muita história para contar, e adoro fazer isso, só sei que foi assim:

A última vez que vi, conversei, beijei, abracei, senti o cheiro e olhei nos olhos da minha mamy foi no dia 13 de maio. Há 12 anos… que parecem 120, ou mais, um século e 200 anos.

Era Dia das Mães, e fomos contra a vontade dela a uma clínica no sul de Minas Gerais, onde ela deveria ficar por 15 dias para um tratamento para depressão, e fortalecimento do corpo… que estava bem fraco de tanta tristeza. Estava fazendo 8 meses da perda do Reynaldo, que ela tanto amava, e quem, ela insistia, estava vindo busca-la.

Depois de todas as broncas que eu levei no caminho e depois que chegamos, porque “ela queria ir para Piraju” e porque “ela era minha mãe e eu devia obedecer”, convenci minha mamy de ficar na fazenda que era um lugar calmo e bonito. Prometi que voltaria para busca-la quando ela quisesse, e que nesse dia íamos fazer uma festa para comemorar o quanto ela estaria bem e feliz. Dei o presente de dia das mães que eu e a Fê tínhamos comprado, um monte de beijos e abraços na Dona Marieta e voltei para São Paulo… achando que aquele tinha sido o dia mais difícil da minha vida.

Nunca mais conversei com minha mamy. Nem beijei, abracei, senti o cheiro ou pude olhar nos olhos da Dona Marieta. Ela estava certa sobre o Reynaldo vir busca-la, e com certeza os dias que se seguiram àquele, que tinha sido o “mais difícil” da minha vida, foram piores. E até hoje, a cada ano, os dias piores ficam piores, e trazem uma saudade que desconcerta e desespera.

 

Passados alguns anos, conheci na Alemanha um homem por quem me apaixonei completa e perdidamente. “Namoramos” muito pela Internet e pouco pessoalmente, ficamos cada dia mais próximos, e planejamos umas férias de sonho… juntos. Conseguimos o mês de maio inteiro para curtirmos um ao outro e a Europa… para mim parecia mesmo irreal… história de princesa, bem melhor do que eu já havia ousado sonhar.

Então, no dia 13 de maio, estávamos eu e o meu príncipe a bordo de um cruzeiro pela Grécia… mais precisamente saindo da ilha Santorini – não disse que parecia um sonho? – quando fui pedida em casamento, e disse sim… achando que aquele tinha sido o dia mais feliz da minha vida.

Compramos as alianças e noivamos no carro, tamanho era o “desespero” de formalizar que ficaríamos “juntos de verdade” . Fomos para Paris, dormimos num castelo na Alemanha, e fizemos uma festa onde fui apresentada como a noiva do homem mais feliz do mundo. E com certeza, os dias que se seguiram àquele, que tinha sido o “mais feliz” da minha vida, foram ainda melhores.

 

E essa é a vida… completamente indecifrável e maluca, mas bonita… e indiscutivelmente valiosa.

 

 

Essa também sou eu

sexta-feira, abril 26th, 2013

Essa também sou eu… e querem saber? É bom. 🙂

 

“Quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome. Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir… um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome.”

Clarice Lispector

Invisível… mas “sentível”

sexta-feira, fevereiro 15th, 2013

Já que somos feitos da mesma “matéria”, e acredito que não temos função nesse mundinho além de amar e ajudar ao outro, é muito difícil entender a razão pela qual as pessoas cada vez mais enxergam a maldade antes e além da bondade em tudo e em todos. Na verdade, entender não é tão difícil… talvez eu entenda sim por que, infelizmente. É só ver os jornais ou, mais perto ainda, prestar atenção nas ruas por onde ando todos os dias. O que não entendo é a falta de persistência e boa vontade para enxergar o “invisível”, que vem de Deus e é incontestável, e manter a essência da gente… que é o amor.

Uma das coisas mais tristes que já ouvi de uma amiga e que já senti na pele também foi que hoje em dia, a gente tem medo de gente. É verdade… como pode?

“Os homens, acostumados com a perversidade e o mal, comuns num mundo de sua criação, se envenenaram ao ponto de perder a capacidade de ver bondade nas cenas cotidianas. Incapazes de reconhecer que existem amizades desinteressadas e verdadeiras entre pessoas de sexos, cores e idades diferentes e que há amor além do dinheiro e da beleza física. De compreender que a felicidade não está ligada aos bens e aos cargos. De notar que às vezes o mundo é bom e que, independente da crença, há uma força criadora que o move. E ela é banhada simplesmente pelo invisível.”.

Mariana Andrade Bomfim

 

 

Meu Mané favorito

sexta-feira, fevereiro 8th, 2013

Fabiano, seu Mané.  Você tem 40 anos.

E nós, juntos e separados, temos mais ou menos 33… 34 talvez. Isso não é para “quaisquer uns”.

Fomos muito juntos por um tempo, que é delicioso de lembrar… Maneco Dionísio, Guga, Dona Mizi… eu e todas as outras meninas da sala “gostávamos” do Puí… e você “odiava” o Puí, mas só por causa disso.

Você não gostava de ninguém mas todas as meninas da escola que não gostavam do Puí gostavam de você, e eu “odiava” todas, mas só por causa disso.

Estranho e maravilhoso, você não acha? E prova concreta de que as esquisitices de cada um não mudam… e que a vida se repete mesmo, só que a gente vai aprendendo e aprendendo o que fazer com os presentes e os perrengues de cada dia.

Mas o mais maravilhoso, Fa, o que é mágico e notável de tudo isso, é que além das esquisitices, o amor que a gente traz no coração também não muda. Estou falando de amor de verdade. E quando alguém tem que fazer parte da nossa história e a gente sabe dar valor, é para sempre. Não tenho dúvidas disso, você tem?

Naquele tempo, nós brigávamos pelo espaço no pátio do Maneco para brincar na hora do “recreio”, brigávamos pela atenção da Dona Mizi, brigávamos para ser o noivo ou a noiva da quadrilha, brigávamos para não dançar um com o outro, porque tínhamos “outros” interesses, brigávamos por coisas muito importantes que agora são muito engraçadas. Mas brigávamos para estar juntos também… do nosso jeito. E sempre estávamos.

Semana passada, nós brigamos porque queremos de qualquer jeito um por a culpa no outro do motivo de “não termos dado certo”. Mas, Fa… além dos parabéns pelos seus 40 anos, estou aqui para te contar que sim… nós demos MUITO certo. Nós demos tão certo que se passaram 34 anos e ainda brigamos um com o outro e um pelo outro. Vivemos duas vidas completamente diferentes, mas no fundo do coração de cada um sempre esteve o mesmo carinho, a mesma amizade a mesma sensação de “tenho com quem contar”.

Fabiano, seu Mané… espero que nos próximos anos da sua vida você encontre toda a felicidade que quiser, porque você merece. Mesmo. Todo o amor e tudo de sentimento bom que eu aprendi também com você lá naquele tempo, tenho no meu coração por você até hoje, e NUNCA vai embora, eu te prometo. Pode fazer as Manezices que você quiser…

E hoje, dia dos seus 40 anos,  tenho só mais sete palavrinhas “procê”:

Parabéns, velhinho. Eu te adoro de montão. 🙂