Archive for fevereiro, 2011

Para uma tal de Roberta

terça-feira, fevereiro 8th, 2011

Você me fez chorar de novo, amiga… logo eu, que não tenho nenhuma facilidade em derramar lágrimas.

Só te perdôo pelas  muitas vezes que você me deu o ombro para chorar… ou pelas não menos importantes gargalhadas que já demos juntas. Quanta farra “do bem” nós já fizemos, né, Rô?

E para falar de coisas mais importantes ainda, eu preciso te lembrar da minha Brida querida. Foi você e o Ivandro quem me deram o presente mais valioso dessa minha vidinha… que a Brida já andou salvando por esses 10 aninhos que se passaram.

E por esses 10 aninhos que se passaram, mesmo longe e sem notícias suas, você fez parte das minhas orações. Mesmo tendo pisado na bola com você uma ou várias vezes, eu nunca deixei de te olhar como minha amiga querida… e nem de agradecer a Deus por ter você na minha história. Graças a Ele existem os amigos… para a gente amar,  mesmo com esse nosso jeitinho ignorante, de às vezes, não dar conta do recado. E ser perdoado, e perdoar… é incrivel como Ele sabe do que a gente precisa, né, amiga?

OBRIGADA, Rô. Por você existir, pela nossa história e pela amizade que dividimos.

O que é importante MESMO

domingo, fevereiro 6th, 2011

Hoje fez calor… ao meio dia a sensação era de “cozimento”.

Por volta desse horário, estávamos no meu carrinho querido sem ar condicionado, indo ao Shopping para almoçar. Calor de matar e trânsito também… como sempre.

Paramos num farol, com o vidro aberto, e parou na janela do motorista, que não era eu, um homem com uma caixa na mão. Debaixo de um sol de rachar, ele estava vendendo balas.

Antes de eu me refazer do susto que levei, o homem  começou a implorar por dinheiro… porque estava com muita fome, e já estava no hora do almoço, ele dizia. E sem pensar duas vezes, pegou dois dos pacotes de balas que tinha na caixa e jogou no banco de trás do carro. Fiquei pasma… e o “motorista” furioso: “Cara, você jogou a sua bala dentro do meu carro????”.

Comecei a procurar as balas sem encontrar, o “motorista” disse que não ia pagar por elas, e o homem começou a chorar, dizendo de novo que estava com fome e já era hora do almoço… e saiu desesperado  para a janela do carro da frente. Não achei as balas e o farol abriu… fomos embora com as balas do homem… e um aperto no meu coração que me deixou muda…

Além de sentir pena daquele  homem,  senti pena de mim. Porque não soube deixar de lado a minha falta de confiança no mundo e ajudar aquela pessoa, que podia estar mentindo… mas também podia estar falando a verdade. E que escolheu ou precisou vender balas ao invés de qualquer outro trabalho… mas que não era meu papel julgar.  Senti  pena de mim por acreditar antes no lado ruim da situação, e deixar o meu julgamento ser mais importante que alguém com fome.

Minha mãe dizia que a confiança, uma vez perdida, nunca mais se recupera… eu acredito nisso.  E lamento muito por achar que estamos predestinados desde não sei quando a viver sem confiar no relacionamento humano. Pelo menos aqui, nessa cidade que eu amo e odeio, as pessoas acabam julgando o ruim muito maior que o bom…não sem razão. Mas, mesmo sendo  enganado, ter o coração aliviado não será melhor que sentar para almoçar com a lembrança de alguém chorando de fome? Hoje eu tive certeza que sim.

Não fiz a minha parte. Espero que alguém tenha feito a sua.  Mas rezei por aquele homem. Estivesse ele  mentindo ou falando a verdade,  pedi a Deus que dê a ele o necessário… que Ele sabe o que é.