Archive for abril, 2012

Minha Brida Querida

terça-feira, abril 24th, 2012

 

 

Desde que criei o Blog da Coisa de Moça e comecei a escrever quase tudo que me vem na cabeça, penso em contar para vocês quem é  a minha Brida querida.

Depois de quando eu era “criança pequena lá em Piraju”, na casa da minha mamy, onde haviam vários cachorros e nem todos “tão” amados por mim, nunca me imaginei sendo mãe de uma Brida, ou de qualquer “pessoinha” de quatro patas. Antes de “não querer”… a ideia nem sequer passava pela minha cabeça.

Até que minha mamy morreu… e eu entrei numa solidão sem fim. Meu porto seguro simplesmente “sumiu do mundo sem me avisar” e lá fiquei eu. Perdida era pouco… sem chão, nem teto, nem paredes, nem “barranco” para me encostar.

A Brida nasceu no dia 14 de julho do mesmo ano e uma tal de Roberta me levou até a casa do Ivandro, seu então namorado, hoje marido, para escolher o meu presente… com a promessa de que a minha grande solidão estaria aliviada a partir do momento em que eu “encarasse o desafio”.

Sem pensar muito, eu deixei a Brida “me escolher”… e 45 dias depois estavam Ro e Ivandro adentrando o meu apartamento com uma bolinha branca de pelo na mão… o presente da minha vida. No dia 31 de agosto de 2001 a Brida entrou na minha casa, no meu apartamento, no meu coração  e na minha vida para sempre, ou, como costumo dizer, até o fim da vida de uma de nós duas. Aliás, além disso, pois acredito que as lembranças vão ficar, essas sim para sempre, de tudo que eu aprendi com a minha Bridoca.

Hoje são quase onze anos de puro companheirismo… e amor incondicional. A Brida é rabujenta e azeda quando acha que está sendo invadida, “igual que nem que eu”, mas quando olha para mim, só me mostra amor… amizade… carinho… e tem escrito na testa a frase “estou aqui para o que der e vier”, mesmo quando se eu bobear levo uma mordida.

E está mesmo. Já corremos juntas pelo apartamento morrendo de rir várias vezes, já rolamos na cama e brigamos feio por causa de uma bolinha… já brigamos mais feio ainda por causa de xixi fora do lugar… e essa mocinha já aguentou coisas comigo que só “gente grande”… que ela é. Ela é gente enorme, máxima, única e insubstituível no meu coração.

A Brida foi embora para a Alemanha comigo… ficou doente comigo lá… morremos de frio e de tristeza juntas e assistimos admiradas como as pessoas podem simplesmente não entender o amor… e isso existe de verdade. Eu posso contar com palavras, e ela com os olhos.

Ouvi dizer por lá que o amor pela minha “hündin” era insano, já que não fui capaz de abandonar a minha pequena por ela não entender o que estava fazendo numa casa tão fria e sem respeito pela vida… e tentou me perguntar de todas as formas…

Até eu enxergar, não sem a dor do mundo, que eu não podia amar quem não entende o amor… só porque amor não se entende, se sente… e não se sente por quem a gente escolhe, mas por quem Deus coloca no nosso caminho… tenha esse “quem” duas patas, quatro, pelos brancos, pele clara, olhos verdes, beleza admirável ou feiúra incontestável… a gente ama porque ama, simples assim para mim, graças a Deus… e complicado demais para algumas pessoas, infelizmente. E voltamos para o nosso Brasil, em pedaços mas juntas… um exemplo do “tamanho” da pessoinha de quatro patas que eu chamo de “Minha Brida Querida”.

E não acabou… tivemos que ficar meses separadas por duas vezes…  e quase morremos de saudades. Mas como tudo no final dá certo, estivemos e estamos juntas de novo, como sempre vai acontecer… porque o amor é assim. O amor verdadeiro se reconhece dessa forma.

A Brida não é tudo na minha vida… mas ela é alguém sem quem eu não posso viver. Eu sei que talvez isso tenha que acontecer um dia, mas aprendemos juntas o que é ser forte e vou me lembrar disso nessa hora.

Todo dia quando chego em casa e olho para os olhos da minha Brida, se achando o máximo de “maria-chiquinha” rosa, eu relembro que Deus existe, e reacredito que ningúém está sozinho nesse mundo. Agradeço a Ele por ter mais esse anjinho na minha vida, que me mostra tudo que eu preciso ver em matéria  de amor, depois vamos brincar de jogar a bolinha, e sou feliz mesmo com todos os problemas do mundo na minha cabeça… porque todas as lambidas que eu ganho, e que, falando da Brida não são poucas, limpam meu coração de qualquer “besteira”.

Como é bom falar de amor, resolvi mostrar hoje aqui no Coisa de Moça um pedacinho da minha pequenina, que está em casa me esperando, como todos os dias, para mostrar como essa vida vale a pena. A Brida é uma das formas de Deus me ensinar algumas coisas sem as quais não se pode viver. Entender o que se passa na cabeça das pessoas é quase impossível, mas entender o que diz os olhos da minha Brida é o remédio mais eficaz que existe para as “linhas tortas” que tenho que ler por aí.

 

Guardado no coração

segunda-feira, abril 16th, 2012

Fico pensando comigo como dois olhos podem ser tão… azuis? Mas não são só azuis de lindos… são azuis de paz e de me fazer feliz. Como pode eu não sei, mas acontece… e já faz alguns anos. Tipo 14… nada como ter coração para guardar pessoas importantes.

 

Páscoa

sábado, abril 7th, 2012

… quando depois de dias muito tristes, talvez os mais tristes que a nossa história já viveu, Jesus nos mostrou  que a ressurreição existe… e só existe pelo amor.

E a partir daí foi possível acreditar que tudo pode ser reescrito e recomeçado desde que se tenha a fé e o amor que Ele veio nos ensinar com seu exemplo, e que são razão para viver.

Talvez para que haja Páscoa na vida da gente, seja necessário viver dias muito tristes, porque infelizmente a  “grande ignorância” nos faz aprender, na maioria das vezes, pela dor. E além da dor, é preciso ter coragem para perdoar a nós mesmos e aos outros. Mas o que finalmente  acontece no nosso coração, depois de TUDO isso, é muito melhor que o melhor ovo de chocolate do mundo… sem sombra de dúvidas.

Então, o que espero para todos os que moram no meu coração, e os que eu nem conheço mas estão lendo as Histórias da Coisa de Moça, é que exista a Páscoa em cada coração… com o renascimento de tudo que vai trazer a paz e a alegria para cada vida… mas principalmente do entendimento de que sem AMOR e FÉ não existe nada. Mesmo.