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História para a Adriana… amizade :-)

domingo, dezembro 16th, 2012

Esse Facebook… dá mesmo para odiar e amar.

Na parte do “amar”, ele me traz “de volta” muita gente que na verdade nunca foi, mas que eu achava que tinha ficado no tempo… e com quem talvez eu não falasse nunca mais. Ainda bem que esse mundo é pequeno, e que a vida surpreende a gente a toda hora. Ainda bem também, e graças a Deus, que a gente tem um coração feito para guardar amor pelos outros… e nunca mais deixar ir embora alguém que marcou nossa vida de qualquer forma. Sem isso, a gente seria só um monte de gente chata.

A Adriana estudou comigo acho que na sétima e oitava série, lá no Nhonhô Braga, em Piraju. Ela veio de outra escola, e a Lu Belluci nos apresentou… elas já se conheciam antes. Ficamos amigas “de infância”… como se a infância estivesse muito longe. Era um tempo leve e cheio de sonhos… acreditávamos em amor verdadeiro e estávamos descobrindo tudo… sem decepções até então. Delícia de viver.

A Adriana, depois de algumas conversas e de identificarmos ente nós uma afinidade que irmãs às vezes não tem, me contou do “grande amor” que ela tinha por uma pessoinha, desde algum tempo, e então bem mais forte, já que estavam na mesma escola. O “menino” estudava no Nhonhô… mas por incrível que fosse em Piraju, eu não o conhecia.

Mas passei a conhecer… a Adriana me mostrou “a pessoa” e passamos juntas a saber exatamente quantos passos ele dava na hora do intervalo… porque recreio era coisa de “criança”  já naquela época. E eu torcia muito para que ele pelo menos prestasse atenção na minha amiga.

Começaram as festinhas, e as “brincadeiras” no Iate Clube, e as voltas na praça à toa. A Adriana como eu, morava numa fazenda, mas eu tinha a Dona Marieta… que sempre teve toda a paciência de levar, e buscar, e levar de novo, e dar carona para todos os amigos, que às vezes iam amontoados dentro do Gol branco. E eu e a Fê não participávamos de tudo, mas conseguimos curtir muita coisa… mãezona essa Dona Marieta.

Enfim… entre as festinhas e as brincadeiras e a praça, acabei chegando perto do tal “menino”. Passei a frequentar os lugares que ele estava, ter os mesmos amigos, e uma época éramos da mesma “turma”. Eu tentava de algum jeito aproximar ele da Adriana, mas nunca dava nada certo… quando a gente tem 13, 14 anos, os planos e os sonhos são bem mais reais que a própria realidade.

O “menino” era bonito, sorridente, simpático, e é claro, “colecionava” meninas apaixonadas. Era uma meleca ver ele fazendo aquele sucesso todo e não ter a minha amiga por perto. Às vezes eu nem contava algumas coisas para ela na segunda feira, para não ver ela triste e desanimada.

De tanto ficar perto e ver o “menino” tudo de bom, comecei a sentir uma “coisinha” por ele. Era uma besteira, mas eu queria sumir com aquilo de qualquer jeito, pela Adriana. Esse foi o primeiro sinal de “honra da amizade” que eu tive, mas estava fácil… porque ele estava ocupado com todas as outras e nem olhava para mim.

Então… meleca… um sábado à noite, o “menino” era um dos passageiros do Gol da minha mamy. E enquanto estávamos morrendo de rir, nuns seis espremidos no banco de trás, a pessoa pegou a minha mão, me deu um beijo no rosto e disse: “gosto de você”. Meleca, meleca, meleca. Coração disparado não sei por qual sentimento, morrendo de vontade de dizer “eu também” apesar de não saber se era verdade, eu puxei a mão da mão dele e disse “mas eu não”. E fim.

O menino bonito nunca mais me falou nem “oi” direito. Eu fui embora para casa me sentindo a menina mais idiota daquela “cidadona” linda que é Piraju. Mas na segunda-feira eu dei um abraço de amiga de verdade na Adriana, e contei a ela “quase” tudo sobre o final de semana do “menino”.

Mais uma história do que vale a pena. Acho que a gente nasce sabendo o que é amizade… mas eu tive certeza aos 14 anos… com a ajuda do sentimento que a Adriana despertou no meu coração por ela… bem maior que ficar com o menino mais disputado da cidade e bem maior que todos esses anos que estamos longe uma da outra.

Aí está Adriana… a história que eu queria te contar. Amo você, amiga. Sempre vai ser assim.