Dia das mães

“Se eu pudesse

Eu queria, outra vez, mamãe

Começar tudo, tudo de novo”

 

A última vez que vi, ouvi, abracei e beijei a minha mãe foi no dia 13 de maio de 2001… dia das mães.

A minha mãe mal conheceu a mãe dela, minha xará não por acaso, Dona Célia. Ela dizia ter muito poucas lembranças da convivência com a mulher que “era a mais linda do mundo”. Ela contava sobre risadas e brincadeiras… e mostrava nos olhos o orgulho da lembrança da mãe, que ela nos ensinou a amar e admirar também.

Então, a Dona Marieta não teve um exemplo de como ser mãe. Ela não aprendeu a ser a melhor mãe do mundo… mas foi. Sem exemplo e sem professora, a minha mãe soube ser tudo que nós precisamos e quisemos até a hora de podermos continuar sozinhas… e ter exemplos de sobra para seguir.

Se eu ainda tiver a alegria e o privilégio de ter um filho, tudo que eu peço a Deus é que eu possa e saiba seguir o exemplo da minha mamy. Diferente dela, eu tive o exemplo, a professora, a companheira, a amiga, o porto seguro.

A saudade fica por aqui até “aquele” dia em que vou abraçar a Dona Marieta de novo. Por enquanto, desejo do fundo do coração que ela tenha tido um dia das mães com toda a paz e a luz que ela merece… que o grande amor que eu tenho pela minha mãe tenha feito isso.

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